Pessoal que visita o blog, prometo que não o abandonei para sempre! Mas voltei ao trabalho com pique total, o tempo que resta é pouco, meninas, casa, marido, ginástica e um pouquinho para não fazer nada também... Vou voltar, só não será hoje, ok?
Pequeno comentário:
Ontem, assisti a uma entrevista de Marília Gabriela com Glória Pires e achei uma graça quando ela disse que foi morar em Paris para ter mais tempo para ficar em casa, pois sente falta de arrumar armário e comprar material escolar dos filhos... dá até pra entender! rsrsrsrs
Já volto de verdade!
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Não abandonei... só estou dando um tempo...
sábado, 5 de dezembro de 2009
Disney: A fantasia consumida!
Acabei de voltar dos EUA com minha família, eu, meu marido e minhas filhas, e sim, a bebê de 6 meses foi! não consigo deixar, ainda mama, e na verdade queria fazer uma viagem em família, só nós 4, com todas as dificuldades e cansaço que isso exige. Fui visitar uma feira de arte em Miami, a Art Basel, então programei 5 dias em Orlando e 2 em Miami e fomos embora!

Estava curiosa para ver Anita, no auge da fantasia, curtir aquela coisa toda. Nosso primeiro dia foi em Magic Kingdom, e vou te falar, Anita não curtiu o quanto imaginei, tinha gente demais, fila demais, era sábado, estávamos cansados da viagem, ela viu o Castelo e logo ficou decepcionada por que não podia entrar (lembro-me te ter tido a mesma sensação), viu os personagens e, claro, brilhou os olhinhos, mas as pessoas idiotizadas por uma veneração a celebridades de borracha, faziam fila para tirar fotos e pegar autógrafos dos bonecos e as crianças não podiam simplesmente brincar com eles... Ela ficou encantada com o "It's a small world...", fiquei feliz por um instante, mas logo tinha mais gente, mais fila, queríamos comer e não havia um mísero local que parecesse agradável, a comida era horrível, meu marido definiu como dog food e era isso mesmo... Finalmente, conseguimos chegar ao local onde Anita deveria aproveitar, o Mickey's Toontown, mas chegando lá, ela estava exausta e dormiu! Nosso primeiro dia foi um tanto decepcionante, mas estávamos aprendendo... Fiquei com a sensação de que aquele mundo da fantasia idealizado por um cara legal, onde todos brincariam felizes, num imenso faz de conta, tinha perdido espaço para o consumo de massa, o merchandise abusivo, a idiotia generalizada de quem não sabe nem sonhar. Fantasia é fundamental, assim como comida e oxigênio. A Disney é uma bela ideia mas, como quase tudo nesse mundo, se perdeu, buscou a grandiosidade e esqueceu a escala humana, fantasia não se vende, se inspira, se insinua, provoca...



Nossa salvação foi o Hotel, um local lindo, ficamos numa Villa, muito espaço, sala, cozinha, quarto, terraço, jardim, garagem, tudo muito agradável (claro que a decoração era meio brega, mas tudo bem), ficamos bem contentes, indico profundamente, e não é caro, fica perto de tudo e você respira um ar puro, silêncio, vá lá ver http://www.grandcypress.com/.

Nos outros dias fomos felizes, mais paz, menos gente, comida comível, verde, muito verde, sombra e clima ameno, Anita curtiu muito, amou Sea World, nós também gostamos, se divertiu no Animal Kingdom e se você for a Miami com crianças pequenas, não deixe de ir no Miami Children's Museum, ela se divertiu loucamente!
Viajar ensina a criança que existe um mundo diferente do seu, onde se fala outra língua, se come outra comida e até as pessoas são um pouco diferentes, acredito que aprendam com isso! Para viajar com crianças é importante respeitar o tempo delas, sempre separar momentos do dia para brincadeiras, parar para comer na hora certa, dividir tarefas entre o casal, ter tranquilidade para abrir mão de certas coisas (comprar isso, ou ver aquilo) e curtir junto!

Minhas pequenas se comportaram bem, suportaram a viagem com certa tranquilidade, tiveram noites tranquilas, uma certa dificuldade para se alimentar que é normal, Olívia estava sempre com carinha contente e olhinhos atentos, Anita sempre pulando, correndo, se pendurando em barras, subindo em muretas, fantasiando com tudo...
A melhor parte foi viver cada instante com as minhas filhas, ter tempo integral para elas, Anita no carrinho e Olívia no seu sling florido... dor nas costas, cansaço, tudo faz parte, mas no fundo do coração, faria tudo de novo, eu e meu marido não vamos esquecer nunca e aprendemos um bocado também.

Estava curiosa para ver Anita, no auge da fantasia, curtir aquela coisa toda. Nosso primeiro dia foi em Magic Kingdom, e vou te falar, Anita não curtiu o quanto imaginei, tinha gente demais, fila demais, era sábado, estávamos cansados da viagem, ela viu o Castelo e logo ficou decepcionada por que não podia entrar (lembro-me te ter tido a mesma sensação), viu os personagens e, claro, brilhou os olhinhos, mas as pessoas idiotizadas por uma veneração a celebridades de borracha, faziam fila para tirar fotos e pegar autógrafos dos bonecos e as crianças não podiam simplesmente brincar com eles... Ela ficou encantada com o "It's a small world...", fiquei feliz por um instante, mas logo tinha mais gente, mais fila, queríamos comer e não havia um mísero local que parecesse agradável, a comida era horrível, meu marido definiu como dog food e era isso mesmo... Finalmente, conseguimos chegar ao local onde Anita deveria aproveitar, o Mickey's Toontown, mas chegando lá, ela estava exausta e dormiu! Nosso primeiro dia foi um tanto decepcionante, mas estávamos aprendendo... Fiquei com a sensação de que aquele mundo da fantasia idealizado por um cara legal, onde todos brincariam felizes, num imenso faz de conta, tinha perdido espaço para o consumo de massa, o merchandise abusivo, a idiotia generalizada de quem não sabe nem sonhar. Fantasia é fundamental, assim como comida e oxigênio. A Disney é uma bela ideia mas, como quase tudo nesse mundo, se perdeu, buscou a grandiosidade e esqueceu a escala humana, fantasia não se vende, se inspira, se insinua, provoca...



Nossa salvação foi o Hotel, um local lindo, ficamos numa Villa, muito espaço, sala, cozinha, quarto, terraço, jardim, garagem, tudo muito agradável (claro que a decoração era meio brega, mas tudo bem), ficamos bem contentes, indico profundamente, e não é caro, fica perto de tudo e você respira um ar puro, silêncio, vá lá ver http://www.grandcypress.com/.
Nosso recanto de paz!

Nos outros dias fomos felizes, mais paz, menos gente, comida comível, verde, muito verde, sombra e clima ameno, Anita curtiu muito, amou Sea World, nós também gostamos, se divertiu no Animal Kingdom e se você for a Miami com crianças pequenas, não deixe de ir no Miami Children's Museum, ela se divertiu loucamente!
Viajar ensina a criança que existe um mundo diferente do seu, onde se fala outra língua, se come outra comida e até as pessoas são um pouco diferentes, acredito que aprendam com isso! Para viajar com crianças é importante respeitar o tempo delas, sempre separar momentos do dia para brincadeiras, parar para comer na hora certa, dividir tarefas entre o casal, ter tranquilidade para abrir mão de certas coisas (comprar isso, ou ver aquilo) e curtir junto!

Minhas pequenas se comportaram bem, suportaram a viagem com certa tranquilidade, tiveram noites tranquilas, uma certa dificuldade para se alimentar que é normal, Olívia estava sempre com carinha contente e olhinhos atentos, Anita sempre pulando, correndo, se pendurando em barras, subindo em muretas, fantasiando com tudo...
A melhor parte foi viver cada instante com as minhas filhas, ter tempo integral para elas, Anita no carrinho e Olívia no seu sling florido... dor nas costas, cansaço, tudo faz parte, mas no fundo do coração, faria tudo de novo, eu e meu marido não vamos esquecer nunca e aprendemos um bocado também.
Chegando na ART BASEL com a tropa toda!
domingo, 1 de novembro de 2009
Adeus Chupetas!

Ontem, minha filha de 3 anos deu adeus às suas chupetas queridas, jogou-as pela janela, uma a uma, enquanto nós, eu e o pai, a encorajávamos com entusiasmo. O ato em si não foi dos mais polidos, mas tudo é válido quando se trata de se livrar das chupetas! Eu reforcei que ela estava tomando uma decisão importante e que não poderia voltar atrás, olhei para o céu e logo informei a fada madrinha que Anita havia deixado a chupeta e assim já poderia vir lhe trazer um presente, o seu pedido foi um violão rosa (!!!). Como não tínhamos planejado nada disso, tive que sair as pressas em busca do tal violão... procurei por toda parte, mas não encontrei um rosa, pensei em dar outra coisa, mas uma fada não teria desculpas, então levei mesmo um violãozinho simples de plástico com cordas de nailon, de cor bege, corri para uma papelaria comprei duas cartelas de adesivos cor de rosa e redecorei o violão, comprei a sacola de papel mais brilhosa e um cartão com colagens de corações bem ao estilo fada (só imaginem, pois minha câmera quebrou!). Ok, estava mais ou menos resolvido o presente, voltei para casa para resolver o grande problema: botá-la para dormir sem a chupeta! Tivemos um dia movimentado, praia, brincadeiras, muita energia gasta, ela estava bem cansada e na hora de dormir não conseguia, chorou muito, por alguns minutos, demorou, mudou de posição, precisou de colinho, mas dormiu e teve uma noite tranquila, bem mais fácil do que eu esperava. Hoje pela manhã ainda perguntou pela chupeta, por força do hábito, passou o dia tranquila, perguntou pela chupeta antes de dormir, mas sem dificuldades caiu no sono... Eu estou muito feliz por ter passado por esta etapa sem maiores traumas, e olhe que a minha pequena era bem apegada a sua chupeta, esta foi nossa primeira tentativa e pelo visto tivemos sucesso! Estou orgulhosa da minha menininha! O presente comprovou minha teoria de que criança adooora brinquedos simples, o violãozinho deu certo e a cartinha da fada também!
domingo, 20 de setembro de 2009
De volta ao trabalho!
Olívia faz 4 meses esta semana, o prazo final da licença maternidade no Brasil, eu não tenho exatamente esta licença, pois tenho meu próprio negócio... Dei-me um tempo, até os 3 meses fiquei em casa, dava passadas na Galeria e daqui do computador tentava administrar as coisas, mas há cerca de um mês venho tentando voltar aos poucos, a Galeria precisa de mim, os artistas também, e EU preciso do meu trabalho, nesta última semana voltei realmente a TRABALHAR. Não está sendo fácil conciliar com a amamentação exclusiva, pensei em ligar para a pediatra e pedir para liberar um suquinho, mas resisti e persisti. Alguns dias, deixei Olívia em casa, fui e voltei várias vezes, muita correria, chegava em casa ela estava chorando, mamava, eu saia de novo. Outros dias, achei melhor levá-la comigo para o trabalho, e ela ficou lá na bagunça da montagem da exposição de Nazareno, fiquei com pena, mas ela parecia bem, dormiu bastante e mamava quando queria... eu consegui trabalhar melhor com ela por perto. Na quarta-feira à noite, precisei dar uma mamadeira de NAN (que remorso!), pois eu só tinha deixado 150ml (uma mamada) do meu leite e fui ser mediadora de um debate sobre Mercado de Arte que deveria ter acabado às 21h e só acabou as 22h30! Deixei uma lata de reserva para o caso de uma emergência. Quando vou sair desmamo e guardo o leite, mas pode acontecer, como aconteceu, de não poder voltar a tempo. Infelizmente, não deu para fazer estoque de leite, tenho suficiente para amamentá-la, mas não tenho sobrando, isso ajudaria! Também me senti em falta com a minha filha de 3 anos, sempre a coloco para dormir, e esta semana só consegui fazer isso na segunda e na terça. Sinto-me dividida, mas também feliz em voltar ao trabalho, empolgada, cheia de energia, disposta a encarar desafios, fortalecida, acho que isso também vem com a maternidade, essa força, essa coragem...
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Escolhas
*Foto feita por Maria Chaves, logo após o parto de Olívia.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Olívia chegou! Estou de volta!

Deu trabalho pra conseguir voltar a blogar! Olívia nasceu dia 25 de maio, às 21h59. A última semana antes do parto foi complicada, peguei uma baita virose, Anita teve febre durante 6 dias seguidos, e na segunda-feira, dia 25, quando fui a minha médica para a consulta da 39ª semana constatamos, primeiro, que eu havia perdido 1kg e meio desde a última semana, até aí tudo bem, mas logo em seguida verificamos que a medida da barriga (altura do útero) havia diminuído e Olívia não estava encaixada (o que poderia ser a justificativa). A minha médica ficou atenta e pediu que eu fizesse uma ultra-som no mesmo dia. Só consegui um encaixe no final da tarde com o médico que já vinha me acompanhando desde o início da gestação e havia constatado desde a 36ª semana uma diminuição no ritmo do crescimento do meu bebê, a partir disso, começamos a fazer exames semanais. Começou o exame e percebi pelo seu semblante que havia algo de errado, lembrou-se que eu pretendia ter um parto normal e me advertiu, algo está comprometendo o crescimento do bebê, não aconselho esperar, deve intervir até, no máximo, amanhã. Não procurei por detalhes, confiei nele plenamente. Neste momento o tipo de parto é o que menos me interessava, só queria o meu bebê com saúde. Chorei, liguei para meus pais, para a doula que me acompanharia no trabalho de parto, todos tentaram me acalmar, minha médica marcou a Cesária para aquela noite, fui em casa, peguei as malas e fomos para o Hospital.Não demorou, já fui encaminhada para a sala de parto, não era uma situação de emergência pois Olívia estava bem até então, mas não consegui relaxar, passei todo o tempo rezando, tentando me concentrar em bons pensamentos, segurando a mão do meu marido, até que ela nasceu, com muita saúde, pequenina, mas perfeita e saudável, linda e amada.
Continuo já. Pois já me chamam para mamar.
Posto logo mais fotos do quarto, ficou lindo! Obrigada pelas visitas e já respondo todos os comentários.
sábado, 16 de maio de 2009
A espera
Hoje completo 38 semanas de gestação, durante o dia continuo trabalhando, organizando a casa, mas a noite vou enlouquecendo, cresce a sensação de uma espera sem fim, pensei que por ser a segunda gravidez esta angústia não seria mais tão intensa, e durante os 8 meses anteriores realmente foi tranquilo, mas estas 3 últimas semanas me sinto literalmente "esperando", uma espera que pode durar mais 1 dia, ou 20, e isso apavora, é como passar a noite olhando para uma porta, esperando sinais, ruídos que indiquem a chegada. Não tenho medo da dor do parto, só não aguento esperar por ela, quero dormir, pensar noutra coisa, esquecer o calendário, curtir minha barriga e os movimentos de Olívia dentro dela, simplesmente não esperar.Minha primeira filha nasceu de uma cesária, em parte, devido a minha ansiedade, desta vez, gostaria que fosse diferente, quero me dar a chance de tentar um parto normal, este blog, como não sei bordar, é meu escape. Sou idealista demais, crio minhas filosofias, teorizo, e, na prática, sofro para segui-las, ou não sigo e me culpo. Vocês são assim?
sábado, 9 de maio de 2009
Mãe

As vezes acho que nunca mais vou ler filosofia ou literatura russa, jamais vou querer saber de semiótica, ou física quântica, nem mesmo quero saber se há uma verdade a ser descoberta, quanto mais persegui-la, foi-se embora todo e qualquer existencialismo, só me resta ser mãe, cuidar, ver crescer, amar a vida e ter medo da morte. Esse amor, por enquanto, é a minha única verdade.
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